Life is a maze and love is a riddle. I don't know where to go.

13 de outubro de 2011

Um ano são doze meses



Nós não estamos nas melhores e mais agradáveis circunstâncias. Não temos estado juntos nem trocado muitas palavras. Temo-nos ficado por uns olhares indefinidos e estranhos que me deixam com vontade de te levar dali e perceber o porquê de ainda continuarmos nesta distância interior.
Já comecei a escrever mil e uma vezes com o intuito de te dizer tudo o que tenho pensado e já apaguei outras mil e uma vezes tudo isso. Já atirei canetas ao chão e outro tanto de coisas que eu sei que odeias que faça. Já vi o nosso desenho e aquilo que escreveste numa folha A4 há precisamente um ano atrás, 13 de outubro de 2010. (Eu sei que te lembras...) E escusado será dizer que estou muito orgulhosa e feliz por termos chegado até aqui como chegámos. Com todo esse orgulho sou capaz de esquecer por escassos minutos que não te abracei hoje, que não te mostrei o sorriso que esperava mostrar. Sou capaz de esquecer isso e tudo o que, por momentos, nos deixa distantes. Mas os escassos minutos acabam e eu volto a sentir a frustração das nossas poucas e secas palavras, daquelas que dissemos entre olhares incertos.
O que se passa não é «nada», mas também duvido que seja «tudo». E duvido ainda mais que as saudades não venham e não me abraces de novo. Sinceramente, não me assusta a ideia de te dar espaço/tempo. Assusta-me não saber quando vai acabar essa linha do espaço/tempo para poder fazer algo que não te seja indiferente. Fazer talvez aquilo que nunca tenha feito com real convicção e que mereces que faça.
Aparentemente, foi só mais um dia, mais uma quinta-feira em que te vi ao longe rir e sorrir. Mais uma em que tropecei num degrau por te estar a observar. Mas seja como for, é a nossa data e vale a pena recordar.
Apetece-me tantas vezes recuar um ano atrás para viver tudo de novo, mas mudar tantos erros que cometi por estupidez...tantos de que me arrependo. Mas agora apetece-me mesmo é seguir, mas seguir contigo.

Seria inevitável não te escrever alguma coisa e espero que não te fartes de ler «alguma coisa» minha...Sei que sabes tudo o que digo, mas continuo a achar importante repetir o que é verdadeiro.

E hoje, dia 13 de outubro de 2011, assumo-me como pessoa sortuda por te ter conhecido e por estar há um ano ao teu lado da forma como não tive com ninguém.

Ainda é preciso dizer que te quero muito comigo, que te amo e que luto por ti? É tão simples quanto isso.

Depois de leres, «faz o que quiseres». Eu continuo aqui.

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