Life is a maze and love is a riddle. I don't know where to go.

31 de julho de 2011

Ir ou não ir

Não sei se quero ir, se quero ficar. Nem sei se me vou sentir melhor a ir ou a ficar. Agora que penso em ir, percebo porque é que as pessoas vão. (Sempre percebi o porquê de ficarem.) Não quero vir a sentir a nostalgia e a mágoa de quem vai e não volta, de quem muda e jamais regressa. Eu não quero mudar. (E isso não significa que não me queira adaptar ao "novo", aliás quero ser diferente sem mudar, sem deixar de ser "eu".) Mas também não sei se quero ou não ir. (Se quero ou não deixar tudo o que é meu: os meus lugares, as minhas pessoas, as minhas recordações; tudo o que construí aqui; o que me prende e me deixa sem forças algumas para ir.) Por outro lado, dá-me imensas forças porque todos esses lugares, essas pessoas e essas recordações vão ser sempre minhas e vão estar sempre comigo. (E é isso que me faz não preocupar com esta "decisão/escolha/opção".) Sei que qualquer que seja o caminho a seguir não se vai desviar do que considero importante e relevante na minha vida. E não, eu não vou mudar. Não vou mudar porque adaptar-me a outras pessoas, outros lugares e reter outras recordações não significa esquecer a pessoa que sempre fui até aqui. É o meu princípio. Não é uma questão de tempo e não depende de mim, por isso vou continuar firme e calma, seja de que maneira for.

25 de Julho, Portimão
(como não tinha net só agora é que tive oportunidade de postar)

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